Regulação e consumo aceleram corrida por embalagens de menor impacto

Com novas metas para embalagens de plástico e consumidores mais atentos à sustentabilidade, indústria acelera a busca por alternativas; Melhoramentos aposta em solução de fibra renovável, compostável e de menor pegada de carbono 

São Paulo, 21 de outubro de 2026 — O desejo por atrelar sustentabilidade às dinâmicas do dia a dia já faz parte da escolha do consumidor brasileiro. Segundo o Sustainability Sector Index 2025, da Kantar, 87% dos brasileiros afirmam querer fazer escolhas mais sustentáveis e 55% já experimentaram, usam ou estão abertos a marcas com impacto ambiental ou social mais positivo.

A mudança de comportamento chega também às embalagens, que passaram a fazer parte da avaliação que os consumidores fazem sobre marcas e produtos. Nesse processo, critérios ambientais se somam a fatores já determinantes para a experiência de consumo, como segurança, praticidade, conservação, preço e conveniência.

De acordo com dados da Kantar, em 2025, houve uma valorização crescente da conveniência associada às experiências de consumo mais prazerosas, enquanto alterações de tamanho e formato das embalagens passaram a fazer parte das estratégias dos consumidores para adequar as compras à rotina e ao orçamento.

Esse equilíbrio entre impacto ambiental e funcionalidade ajuda a explicar um dos principais desafios para a indústria: desenvolver embalagens mais sustentáveis, sem transferir complexidade para quem utiliza o produto.

Atenta a esse contexto, a Melhoramentos, companhia de capital aberto com atuação diversificada nos segmentos de cultivo e manejo de florestas, fibras de celulose de alto rendimento, embalagens sustentáveis (Biona), desenvolvimento imobiliário (Altea) e editorial, aposta na Biona, embalagem compostável produzida a partir de fibra de celulose de alto rendimento, cuja principal aplicação é ser uma alternativa ao plástico de uso único, mantendo desempenho técnico, segurança e praticidade.

“Uma embalagem de menor impacto só cumpre seu papel quando funciona bem nas situações reais de uso. Por isso, buscamos uma solução que acompanha diferentes etapas da rotina, do armazenamento ao preparo e ao consumo, sem exigir mudanças de hábito ou comprometer a segurança do alimento”, afirma o CEO da Melhoramentos, Rafael Gibini.

Pegada de Carbono – Produzida a partir de fibra de celulose de alto rendimento e origem renovável, a Biona foi desenvolvida ao longo de três anos para responder à crescente demanda por soluções que combinem desempenho, sustentabilidade e viabilidade industrial. Em condições de compostagem, o material se decompõe em 75 dias. Seu desenvolvimento considerou desde a origem da matéria-prima até sua destinação após o uso, reforçando a estratégia da companhia de ampliar a oferta de alternativas ao plástico de uso único.

Ao mesmo tempo, seu desenvolvimento buscou preservar atributos diretamente relacionados à experiência do consumidor. A embalagem possui resistência à água, óleo e gordura e suporta diferentes condições de temperatura, reduzindo a necessidade de transferência do produto para outros recipientes e garantindo praticidade e conveniência ao consumidor.

A Biona registra o menor índice de emissões de gases de efeito estufa entre alternativas de embalagens avaliadas no estudo “Pegada de carbono: embalagem de polpa moldada e similares”, realizado pela Planton. Com 0,02 kgCO₂e por unidade, considerando uma embalagem de 350ml, suas emissões são 39,62% abaixo das emissões geradas por embalagens de polipropileno.

O estudo considerou fontes primárias, fornecidas pela Melhoramentos e cooperativas de reciclagem, e secundárias (base de dados Ecoinvent 3.10) e seguiu as diretrizes da norma ISO 14067, além das normas ISO 14040, ISO 14044 e do GHG Protocol. A abordagem utilizada foi “do berço ao túmulo”, contemplando da extração da matéria-prima ao descarte final.

A evolução da regulamentação ambiental também amplia a atenção da indústria para a gestão das embalagens e seus impactos ao longo do ciclo de vida. Um exemplo é o Decreto nº 12.688/2025, que estabelece metas progressivas de recuperação de embalagens de plástico e de incorporação de material reciclado, neste último caso, começando em 22% em 2026 e chegando a 40% em 2040, observadas as exceções previstas na legislação, inclusive para embalagens de alimentos com regulamentação específica.

Para a Melhoramentos, essa combinação entre comportamento, regulação e evolução tecnológica abre espaço para uma nova geração de embalagens. “Não existe uma solução única para os desafios das embalagens. A transição exige olhar para toda a jornada do produto e combinar matéria-prima com menor impacto ambiental, desempenho, segurança, custo competitivo e escala. Quando conseguimos transformar esses atributos em uma solução viável para a indústria e prática para o consumidor, a sustentabilidade passa a gerar valor e novas oportunidades de negócio”, afirma Gibini.

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